Data: 26 de setembro de 2008
Local: Circo Voador
Como se pronuncia "Justice"? "Djústice", ou coisa que o valha, em conformidade com a agressiva petulância do estilo anglo-saxônico, ou pura e simplesmente o "Justice" emitido pela vaidosa classe latino-gaulesa? Acompanhando a atual cena pop-rock-eletrônica francesa, plena de identidade e vigor criativo, não restam dúvidas: a segunda opção sai vencedora. Um dos pontífices dessa nova nouvelle vague, o duo Justice, deixa a sua contribuição inconteste para a afirmação da rejuvenescida personalidade musical francesa, como pude constatar no sensacional show realizado num Circo Voador quase lotado.
O espetáculo tem visual bem atraente. A dupla se apresenta num plano alto (uma espécie de púlpito) decorado com uma cruz luminosa (seu símbolo), operando a parafernália eletrônica adornada com luzinhas piscantes presepeiras e ladeada por dois paredões de amplificadores Marshall (18 no total), também eventualmente iluminados. O som estava ótimo e no talo (tímpanos em frangalhos agardecem). Os músicos, que parecem encarnar rockers em suas tradicionais e amadas roupas de couro, atuam em perfeita sintonia, mixando e recriando de forma fantástica. Ao vivo, as músicas tornam-se mais aceleradas e pesadas. Adquirem o status de verdadeiros petardos sônicos. D.A.N.C.E., por exemplo, se perde em groove, ganha, contudo, uma formatação inventiva e mais "suja" que a distancia do original. "We are Friends" é introduzida de forma clássica com a linha de baixo característica e o adicional do que parece ser o início de "Atlantis to Interzone" do Klaxons, seguida depois de um ataque de guitarras muito parecido com Ministry. Aliás, em vários momentos são utilizadas levadas e riffs típicos de metal.
Torço por uma nova invasão francesa nesses litorais cariocas. Outros conquistadores como Poni Hoax, M83 e Air poderiam atracar nessas plagas, assim como fizeram seus antepassados (certamente menos amistosos e talentosos).
Local: Circo Voador
Como se pronuncia "Justice"? "Djústice", ou coisa que o valha, em conformidade com a agressiva petulância do estilo anglo-saxônico, ou pura e simplesmente o "Justice" emitido pela vaidosa classe latino-gaulesa? Acompanhando a atual cena pop-rock-eletrônica francesa, plena de identidade e vigor criativo, não restam dúvidas: a segunda opção sai vencedora. Um dos pontífices dessa nova nouvelle vague, o duo Justice, deixa a sua contribuição inconteste para a afirmação da rejuvenescida personalidade musical francesa, como pude constatar no sensacional show realizado num Circo Voador quase lotado.
O espetáculo tem visual bem atraente. A dupla se apresenta num plano alto (uma espécie de púlpito) decorado com uma cruz luminosa (seu símbolo), operando a parafernália eletrônica adornada com luzinhas piscantes presepeiras e ladeada por dois paredões de amplificadores Marshall (18 no total), também eventualmente iluminados. O som estava ótimo e no talo (tímpanos em frangalhos agardecem). Os músicos, que parecem encarnar rockers em suas tradicionais e amadas roupas de couro, atuam em perfeita sintonia, mixando e recriando de forma fantástica. Ao vivo, as músicas tornam-se mais aceleradas e pesadas. Adquirem o status de verdadeiros petardos sônicos. D.A.N.C.E., por exemplo, se perde em groove, ganha, contudo, uma formatação inventiva e mais "suja" que a distancia do original. "We are Friends" é introduzida de forma clássica com a linha de baixo característica e o adicional do que parece ser o início de "Atlantis to Interzone" do Klaxons, seguida depois de um ataque de guitarras muito parecido com Ministry. Aliás, em vários momentos são utilizadas levadas e riffs típicos de metal.
Torço por uma nova invasão francesa nesses litorais cariocas. Outros conquistadores como Poni Hoax, M83 e Air poderiam atracar nessas plagas, assim como fizeram seus antepassados (certamente menos amistosos e talentosos).
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