terça-feira, 14 de novembro de 2006

Shows Antológicos

Para estar na antologia um espetáculo tem que ser de tal forma impactante e sublime que deixe uma marca indelével na memória. Entre outros pensamentos mais ou menos cotados, deve retornar freqüentemente, sem cerimônia ou aviso prévio. Deve projetar-se além daqueles momentos originais e terrenos em que foi executado. Deve eternizar-se. Deve integrar o olimpo da subjetividade.
Não são necessários fogos de artifício, efeitos especiais de última geração, produções caras, discursos fáceis e coreografias banais. Coerência, comprometimento prioritário com a arte, manifestações honestas, despojamento, emoção em estado bruto são os elementos essenciais para que a antologia seja alcançada. Nesses casos, o arrebatamento e a até a epifania serão constantes.
Assisti a um grande número de shows, muitos corretos, divertidos, bons ou ótimos. Os antológicos foram poucos. Compreensível: a antologia é uma exceção. E é bom que assim seja.
Sou sempre visitado pelos espectros dos shows de Neil Young, Nirvana, Wilco, Arcade Fire, R.E.M, Kraftwerk... Qual será o próximo?

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